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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Nota de falecimento de Dom Dadeus Grings

Com pesar, informamos o falecimento de Dom Dadeus Grings, Arcebispo emérito da Arquidiocese de Porto Alegre, aos 90 anos, ocorrido na manhã desta segunda-feira, 21 de setembro, no Hospital Dom João Becker, em Gravataí, onde estava internado desde a última quinta-feira. Dom Dadeus sofreu um AVC isquêmico.

Trajetória

Tadeu Grings nasceu em Nova Petrópolis, no dia 7 de setembro de 1936. Aos 18 anos, quando se preparava para seguir para Roma, foi providenciar o passaporte e descobriu que, por um erro em sua certidão de nascimento, seu nome registrado era Dadeus. “Não corrigimos o nome, porque nossa missão é dar Deus”, costumava afirmar.

Realizou seus estudos no Seminário Menor de São José, em Gravataí, e posteriormente no Pontifício Colégio Pio Brasileiro e na Universidade Gregoriana, em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1961, em Roma, para a Arquidiocese de Porto Alegre.

Ao longo de seu ministério sacerdotal, exerceu diversas funções, entre elas vigário paroquial, pároco, reitor de seminário, professor e juiz do Tribunal Eclesiástico Regional.

Em 1991, foi ordenado bispo na Catedral Metropolitana de Porto Alegre e tomou posse como terceiro bispo da Diocese de São João da Boa Vista (SP). Também exerceu funções na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tanto em âmbito nacional quanto regional.

Em 2001, foi nomeado Arcebispo de Porto Alegre. Em 2013, o Papa Francisco aceitou sua renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese. Após a renúncia, Dom Dadeus permaneceu como administrador apostólico até a posse de seu sucessor, Dom Jaime Spengler. Posteriormente, passou a ser Arcebispo Emérito de Porto Alegre.

Dom Dadeus Grings também se destacou pela produção intelectual, com centenas de livros publicados ao longo de sua trajetória. Nos últimos anos, residia no Lar Sacerdotal, em Gravataí (RS).

Seu lema episcopal foi “A verdade vos libertará” (Jo 8,32).

Programação das exéquias

21 de setembro – segunda-feira

10h – Início do velório na Capela do Seminário São José/Lar Sacerdotal, em Gravataí (RS).

15h – Missa na Capela do Seminário São José, seguida do translado do corpo para a Catedral Metropolitana Madre de Deus, em Porto Alegre.

17h – Início do velório na Catedral Metropolitana Madre de Deus, com visitação até as 22h.

18h – Missa na Catedral Metropolitana.

22 de setembro – terça-feira

7h – Retomada do velório na Catedral Metropolitana.

10h – Missa das Exéquias, na Catedral Metropolitana, presidida por Dom Jaime Cardeal Spengler, Arcebispo de Porto Alegre.

Após a Missa, serão realizadas as Exéquias e o sepultamento, na própria Catedral Metropolitana.

A Arquidiocese de Porto Alegre convida todos a se unirem em oração pelo descanso eterno de Dom Dadeus Grings

Fonte! Sitio oficial da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), por Greice Pozzatto, da Assessoria de comunicação da Arquidiocese: https://www.arquipoa.com/noticias/nota-de-falecimento-de-dom-dadeus-grings

Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges de Alvorada (RS).

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Você sabe qual é a diferença entre basílica e catedral?

E será que uma igreja pode ser as duas coisas?

Antoine Mekary | ALETEIA

Vez ou outra, nós, católicos, nos deparamos com uma igreja diferente daquela da nossa paróquia. Geralmente, essas igrejas são majestosas e possuem uma rica história. Esses edifícios são chamados de “basílicas” ou “catedrais”. Mas qual é a diferença entre os dois termos?

Basílica

Historicamente, uma basílica era apenas uma grande construção retangular, bastante comum na Roma Antiga, com uma abóboda semicircular no topo. A abóboda era tradicionalmente o lugar onde um juiz ou imperador romano se sentaria. Na verdade, o termo “basílica” tem uma razão política: em grego, “basileos” significa rei. A basílica é, então, o lugar do soberano, onde o soberano se senta, fala e governa.

Os cristãos adaptaram esse estilo de construção pública para o lugar onde o sacrifício da Missa é celebrado, associando-o ao Reino de Jesus. Desta forma, Cristo foi visto como o verdadeiro juiz e governante, suplantando o papel dos líderes romanos.

À medida que os séculos passaram, este modelo arquitetônico foi copiado em todo o mundo por inúmeras igrejas católicas romanas. A maioria das igrejas mais antigas do foram desenhadas no estilo da basílica.

Ao longo do tempo, os Papas deram a certas igrejas o “título” canônico de basílica, concedendo a estes espaços certos privilégios e honras, como: ter um altar reservado ao Papa, ao cardeal ou ao patriarca, e não estar submetido à jurisdição eclesiástica local, o que lhe confere status internacional.

As basílicas são ainda classificadas em dois grupos: “basílicas maiores” (que inclui apenas as igrejas de Roma com grande significado histórico) e “basílicas menores”.

Para receber o título de “basílica”, os bispos locais fazem a solicitação a Roma. Entretanto, a igreja deve ter uma beleza extraordinária e uma rica história junto à comunidade.

Catedral

O título de “catedral” é dado às igrejas que são o “centro” de cada diocese, onde o bispo normalmente preside importantes liturgias. A catedral é caracterizada pela presença da cadeira do bispo, tradicionalmente chamada de cathedra (palavra em latim para “cadeira”). O bispo fica nesta cadeira ao celebrar a Missa ou outros eventos litúrgicos, assim como os basileos se sentariam na basílica.

Muitas vezes, a catedral local também é a igreja mais antiga da região e, em muitos casos, recebe o título adicional de “basílica”.

Em cada diocese, geralmente há apenas uma catedral. Mas é possível que existam muitas basílicas. Hoje, em dioceses com uma área geográfica muito grande, uma igreja adicional pode ser designada como co-catedral.

Agora, outra curiosidade: a catedral da diocese de Roma – a catedral do Papa como bispo de Roma – não é a Basílica de São Pedro, embora o Papa celebre muitas missas lá. São Pedro não pertence tecnicamente à Diocese de Roma, pois está localizada no estado independente, que é a Cidade do Vaticano. A catedral da diocese de Roma é São João de Latrão. Alguns Papas residiam no palácio de Latrão, ao lado da Basílica de São João de Latrão, antes da construção da residência papal do Vaticano.

Fonte! Buscamos este post no sítio oficial Alateia, onde foi publicado em 21 de abril de 2021, por Philip Kosloski: Você sabe qual é a diferença entre basílica e catedral? (aleteia.org)

domingo, 27 de março de 2022

Arquidiocese pelo mundo: uma conversa com o padre Antônio Hofmeister

A Arquidiocese de Porto Alegre continua a série de reportagens sobre os sacerdotes que estão fora do território estudando ou desenvolvendo trabalhos em outras missões. A terceira entrevista é com o padre Antônio Hofmeister, 49 anos, que completa 20 anos de ordenação presbiteral em junho, e desde 2020 trabalha no Vaticano. Confira:

Fale um pouco de sua trajetória, desde as primeiras lembranças de igreja quando criança/adolescente, a formação, paróquias por onde passou na Arquidiocese?

Padre Antônio Hofmeister – Fui batizado no Santuário de Nossa Senhora Aparecida em Ipanema, onde moravam meus padrinhos, mas cresci na Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, no bairro Rio Branco. Lá fiz a minha primeira comunhão e a crisma. Além, é claro, do ambiente familiar, devo muito da minha formação cristã durante os anos de juventude aos movimentos de apostolado do ONDA e do CLJ da mencionada paróquia. Quando entrei na Universidade, minha família mudou-se para o bairro Petrópolis, e passei a participar do Movimento de Emaús, que também colaborou muito em minha formação cristã e no despertar da vocação. No ano de 1996 entrei para o seminário, e em 2002 fui ordenado presbítero por nosso atual Arcebispo Emérito, D. Dadeus Grings.

No dia de minha ordenação (22 de junho de 2002), D. Dadeus me comunicou a minha primeira nomeação como padre: Vigário Paroquial da Paróquia São João Batista, em Camaquã. Naquela época, a paróquia abrangia também os municípios de Chuvisca e Cristal. Lá trabalhei os dois primeiros anos de meu ministério sacerdotal. Em julho de 2004 fui nomeado pela primeira vez pároco: Paróquia de Nossa Senhora das Dores, no centro da capital. Tive a alegria de ser o pastor daquela comunidade por 4 anos e meio, até o final do ano de 2008, pois no início de 2009 eu partiria em missão para a Igreja Irmã da nossa Arquidiocese, a então Prelazia Territorial do Xingu (hoje Diocese de Xingu-Altamira). Lá trabalhei por dois anos na Paróquia São Braz, no município de Porto de Moz (onde hoje se encontra o Pe. Tiago Camargo, do nosso clero), e por seis meses fui Administrador Paroquial da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, em Altamira.

No segundo semestre de 2011 vim a Roma, onde permaneci até 2013, realizando os estudos do Mestrado em História da Igreja. Entre agosto de 2013 e julho de 2016 fui pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (paróquia para os imigrantes de língua portuguesa), na Arquidiocese de Edmonton, no Canadá. Regressando à nossa Arquidiocese em agosto de 2016, fui nomeado pároco da Paróquia Santa Hedviges, no Jardim Algarve, em Alvorada, onde permaneci até o ano de 2020, quando vim assumir esta nova missão em Roma.

Nos fale sobre a sua atividade atualmente no Vaticano?

Padre Antônio –  No início de 2020 fui chamado por D. Jaime à Cúria Metropolitana. Lá, o Arcebispo me comunicou que eu havia sido escolhido para trabalhar na Secretaria de Estado, no Vaticano. Deveria apresentar-me aqui em Roma no mês de março de 2020 mas, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19, apenas pude chegar à cidade eterna no mês de agosto daquele ano. Em resumo, minha atividade é colaborar na Seção de Língua Portuguesa, uma das 8 sub-seções linguísticas dentro da chamada Primeira Seção da Secretaria de Estado, ou Seção para os Assuntos Gerais. Esta minha colaboração inclui várias tarefas que exigem o conhecimento da língua: traduções dos textos oficiais para o português, preparação de resumos em italiano de textos que chegam aqui em português, encaminhamento para as diversas congregações e dicastérios da Cúria Romana, se for o caso, destes mesmos documentos, de acordo com a competência, etc. Também colaboro como leitor de língua portuguesa nas audiências gerais do Santo Padre nas quartas-feiras, alternando com meus dois colegas de Portugal. 

Como é o seu contato com o Papa Francisco?

Padre Antônio –  Moramos na mesma casa: a Domus Sanctae Marthae (Casa de Santa Marta). Eventualmente nos cruzamos no hall de entrada ou no refeitório. Mas o contato mais próximo é mesmo durante as audiências das quartas-feiras.

Como o senhor celebra os sacramentos no Vaticano? Eucaristia? Reconciliação? 

Padre Antônio –   Temos uma concelebração diária, para os residentes, na Capela da Casa. Uma vez por semana, nas terças-feiras à tarde, eu atendo às Missionárias da Caridade (Congregação fundada pela Santa Madre Teresa de Calcutá), junto à Igreja de São Gregório, no monte Célio. Aos Domingos, celebro missa na Paróquia Santa Maria delle Grazie (Nossa Senhora das Graças), aqui pertinho do Vaticano.

Como é o seu contato com os brasileiros no Vaticano? Fale também um pouco sobre as outras nacionalidades (padres, religiosos, leigos)

Padre Antônio -  Aqui na casa Santa Marta mora um outro padre brasileiro, o Pe. Bruno Lins, da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele já trabalha aqui há 12 anos. Conheço outros padres brasileiros que também trabalham na Cúria Romana, e eventualmente nos encontramos para vivermos a fraternidade sacerdotal. Também tenho contato, como ex-residente, com a comunidade dos padres brasileiros que estão estudando em Roma e moram no Pio-Brasileiro. No meu trabalho na Secretaria de Estado tenho contato com padres, religiosas e leigos das mais diversas nacionalidades que também prestam seu serviço à Santa Sé.

O que o senhor gosta de fazer como lazer? 

Padre Antônio -   Ler e passear por Roma e arredores.

Há uma data prevista de seu retorno para o Brasil?

Padre Antônio –   O contrato é por cinco anos, portanto, espero retornar em 2025.




Fonte! Publicação veiculada no sitio oficial da Arquidiocese de Porto Alegre, no dia 22 de fevereiro de 2022. Acesse clicando em:
https://www.arquipoa.com/noticias/arquidiocese-pelo-mundo-uma-conversa-com-o-padre-antonio-hofmeister