Em 16 de
abril de 2026, um momento de grande importância marcou a história da
Igreja no Rio Grande do Sul: a causa de beatificação do Servo de Deus
Monsenhor João Benvegnú passou à fase romana. Nesta data, o Dicastério
para as Causas dos Santos recebeu e abriu as caixas contendo toda a
documentação sobre a vida, virtudes e fama de santidade do sacerdote. “A
abertura dessas caixas representa um momento solene e de grande
importância: a partir de agora, toda essa documentação passa a ser
analisada detalhadamente pela Santa Sé, que verificará a validade
jurídica do processo e aprofundará o estudo sobre a vida exemplar de
monsenhor João Benvegnú”, afirmou a arquidiocese de Passo Fundo (RS).
O
caminho que levou a esta etapa começou com o pedido de abertura dos
autos do inquérito da investigação arquidiocesana, realizada na
arquidiocese de Passo Fundo em agosto de 2025. O postulador Paolo
Vilotta apresentou a solicitação, que foi acolhida e assinada pelo
prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos da Santa Sé, cardeal
Marcello Semeraro, e pelo secretário do dicastério, dom Fabio Fabene.
Esse reconhecimento oficial marca o reconhecimento da Igreja de que há
fundamentos sólidos para continuar investigando a possível santidade de
monsenhor João.
Os
documentos agora sob análise da Santa Sé reúnem todo o material
cuidadosamente preparado ao longo da fase diocesana: testemunhos de
pessoas que conviveram com o sacerdote, escritos deixados por ele,
relatos detalhados sobre sua vida, suas virtudes, a fama de santidade
que o acompanhava e os sinais atribuídos ao servo de Deus. Cada detalhe
foi preservado e organizado para que a Igreja pudesse avaliar com rigor a
autenticidade da santidade vivida por monsenhor João Benvegnú.
A
história de monsenhor João Benvegnú é a história de um homem
profundamente dedicado ao serviço de Deus e da Igreja. Nascido em 12 de
agosto de 1907, às margens do rio Taquari, no município de Muçum (RS),
ele respondeu ao chamado divino ainda jovem. Aos 14 anos, em 1921,
ingressou no seminário dos padres passionistas, em Pinto Bandeira, no
município de Bento Gonçalves (RS). Foi ordenado padre em 16 de setembro
de 1934, data que ele próprio considerava “o dia mais belo” de sua vida.
Ao
longo de seu sacerdócio, monsenhor João serviu com dedicação em
diversos lugares. No início, trabalhou simultaneamente no Convento Nossa
Senhora do Carmo e no centro da Boa Imprensa. Em novembro de 1934, foi
vigário paroquial em Osório. Em 20 de outubro de 1935, tornou-se pároco
da paróquia São Domingos, em São Domingos do Sul, onde permaneceu e
desenvolveu um ministério marcado pela proximidade com os fiéis. Ainda
como pároco em São Domingos, recebeu em 29 de junho de 1956 o título de
Cônego Honorário do Cabido de Porto Alegre, concedido pelo então
arcebispo de Porto Alegre, cardeal Alfredo Vicente Scherer. Em 15 de
agosto de 1959, quando sua paróquia passou a pertencer à então
recém-criada diocese de Passo Fundo, o primeiro bispo desta diocese, dom
Cláudio Coling, concedeu-lhe o mesmo título. Em 16 de setembro de 1984,
o Papa São João Paulo II concedeu ao padre João Benvegnú o título de
monsenhor, reconhecimento de sua vida de serviço e dedicação.
Monsenhor
João Benvegnú faleceu aos 79 anos, em 3 de janeiro de 1986, deixando
uma memória de santidade que permaneceu viva entre aqueles que o
conheceram. Em 2009, dezessete anos após sua morte, foi aberto seu
processo de beatificação e canonização — sinal de que a fama de
santidade continuava a crescer. Em 31 de agosto de 2011, a Santa Sé
concedeu o “nihil obstat” (nada obsta) para o processo de beatificação,
reconhecendo-o oficialmente como Servo de Deus. A fase arquidiocesana da
causa foi encerrada em 31 de julho de 2025, e agora, com a abertura das
caixas em 16 de abril de 2026, o processo avança para a análise romana,
onde será submetido ao escrutínio rigoroso da Igreja universal.
A
arquidiocese de Passo Fundo convida todos os fiéis a se unirem em
oração pela causa de monsenhor João Benvegnú. “Unimo-nos em oração em
prol desta Causa, pedindo a Deus que, se for da Sua vontade, este
processo avance e produza muitos frutos para a Igreja!”, expressou a
arquidiocese. Que a vida exemplar deste sacerdote passionista, marcada
pela fidelidade, pela caridade e pela dedicação ao rebanho de Cristo,
inspire gerações de fiéis a buscarem a santidade em suas próprias
vocações.
A
vida de monsenhor João Benvegnú nos recorda que a santidade não é
privilégio de poucos, mas vocação de todos os batizados. Você também
pode viver sua fé de forma profunda e transformadora, apoiando a missão
da Rádio Aliança de levar esperança e formação espiritual a todos.
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Com informações de ACI Digital
Fonte! Sitio oficial da Rádio Aliança FM de Porto Alegre (RS): https://alianca.fm.br/2026/04/22/a-causa-de-beatificacao-do-servo-de-deus-monsenhor-joao-benvegnu-chega-a-fase-romana/
Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges de Alvorada (RS).