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terça-feira, 28 de novembro de 2023

Arquidiocese em festa pela ordenação de quatro novos diáconos

Os seminaristas Artur Rossi, 28, Bruno Ferreira, 47, Charles Sebastian Kruel, 26, e Marto Vilaza, 27, receberam na noite de sexta-feira (24) o primeiro grau da ordem, em celebração realizada na Catedral Metropolitana Mãe de Deus, em Porto Alegre. A Santa Missa marcou também o encerramento do 3º Ano Vocacional na Igreja Católica no Brasil. Os quatro novos diáconos transitórios da Arquidiocese de Porto Alegre serão ordenados presbíteros conforme as datas abaixo:

24 de maio de 2024: Bruno Ferreira (Paróquia Nossa Senhora da Paz - Porto Alegre)

7 de junho de 2024: Marto Vilaza (Paróquia Santa Hedviges - Alvorada) 

14 de junho de 2024: Artur Rossi (Paróquia Menino Jesus de Praga - Porto Alegre)

21 de junho de 2024: Charles Sebastian Kruel (Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Alvorada)

A Missa de Ordenação Diaconal lotou a Catedral Metropolitana. Fiéis de diversas paróquias no território da Arquidiocese marcaram presença. Mobilizaram-se de forma especial às comunidades de origem dos diáconos bem como àquelas em que cada um deles cumpriu o seu período pastoral. Na ocasião foi apresentado aos fiéis o novo bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, Monsenhor Odair Miguel Gonsalves dos Santos, que será ordenado no dia 8 de dezembro, em Irati (PR).  Os diáconos Artur, Bruno, Charles e Marto estavam acompanhados de seus familiares, que acompanharam a solenidade com grande emoção. Após a Santa Missa foi realizada uma confraternização no Salão Nobre da Catedral.

Dom Jaime Spengler designou as seguintes paróquias para os diáconos transitórios exercerem seu ministério até a ordenação sacerdotal no ano de 2024. Diácono Artur na paróquia Divino Espírito Santo (Cachoeirinha); Diácono Bruno, no Seminário São José (Gravataí); Diácono Charles, na paróquia Santo Antônio (Alvorada); Diácono Marto, na paróquia Nossa Senhora do Livramento (Guaíba). 

O arcebispo de Porto Alegre em sua homilia destacou o caráter de serviço do ministério diaconal, lembrando que todo presbítero é diácono. “O Filho do Homem não veio a este mundo para ser servido, mas para servir. Como discípulos todos os batizados são chamados a servir, a dar à vida. Poderíamos dizer dar vida, oferecer vida, proporcionar vida, cuidar da vida, promover a vida. O verdadeiro poder que desenvolve as possibilidades do ser humano e o torna semelhante a Deus é o serviço, servir, a caridade, o amor, em favor de todos. O Papa Francisco tem repetido com insistência que é para todos, não para alguns. Não somos uma espécie privilegiada ou escolhemos só alguns para fazer da nossa comunidade. Não. São todos.”

Ouça aqui a homilia completa de Dom Jaime Spengler: https://open.spotify.com/episode/59eum1BOZ24Q1kI43TlvMD?si=67c0199036774885

O diácono Artur Gugel Rossi, em nome dos colegas de turma, destacou na mensagem aos fiéis o sentimento de gratidão por todo o período desde o primeiro chamado de Deus ao ministério ordenado na paróquia de origem de cada um. “No encerramento deste Ano Vocacional queremos perguntar aos jovens. Juventude, pelo o quê o teu coração arde? O Senhor te chama para uma grande missão. Coragem. Ele espera pelo teu Sim para que a obra dele continue acontecendo. O Senhor quer contar contigo para incendiar o mundo com a tua fé. Cristo espera pelo teu Sim. Vale a pena.”

Ouça a mensagem completa do diácono Artur Gugel Rossi: https://open.spotify.com/episode/0VY8AIqnrhzb164encFzQL?si=e8d37383ec3b4d54

Saiba mais

Diácono Artur Gugel Rossi

Data de Nascimento: 12 de julho de 1995

Local de Nascimento: Porto Alegre

Nome dos Pais: Valdomir Gugel e Marines Rossi 

Irmã: Luciane Schuck

Paróquias onde realizou pastoral

2016: Paróquia Nossa Senhora das Graças (Gravataí)

2017: Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Sapucaia do Sul)

2018-2019: Serviço de Animação Vocacional - Equipe Kairós

2020: Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem – Cachoeirinha (dois finais de semana, depois veio a pandemia)

2020-2021: Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Gravataí)

2022: Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Minas do Leão)

2023: Paróquia Santa Hedvige (Alvorada)

Diácono Bruno Ricardo Ávila Ferreira:

Data de Nascimento: 27 de fevereiro de 1976

Local de Nascimento: Porto Alegre

Pais: Carlos Henrique Ferreira e Lucília Avila Ferreira

Irmã: Adriana Avila Ferreira

Paróquias onde realizou pastoral

2015: Nossa Senhora da Paz - Porto Alegre

2016: Nossa Senhora da  Boa viagem - Cachoeirinha

2017: Santo Inácio de Loyola - Esteio

2018: Nossa Senhora das Graças - Canoas

2019: Nossa Senhora da Piedade - Porto Alegre

2021: São Pedro - Porto Alegre

2022: São Pedro - Porto Alegre

2023: Santa Cecília - Porto Alegre

Diácono Charles Sebastian Kremer Kruel

Data de Nascimento: 16 de junho de 1997

Local de Nascimento: Alvorada

Nome dos Pais: Maria Inez Kremer e Luis Carlos Kruel

Irmãs: Catílcia Kruel e Kethleen Kruel

Paróquias onde realizou pastoral

2016: Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Viamão 

2017: Paróquia Santuário Santa Rita de Cássia - Porto Alegre 

2018: Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário - Porto Alegre

2019: Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus - Porto Alegre 

2020-2021: Paróquia Menino Jesus de Praga - Porto Alegre 

2022: Animação Vocacional Kairós 

2023: Paróquia Nossa Senhora da Salette - Porto Alegre 

Diácono Marto de Souza Vilaza

Data de Nascimento: 3 de outubro de 1995 

Local de Nascimento: Porto Alegre 

Nome dos Pais: Marta Silveira de Souza e Julio Alberto Vilaza (in Memoriam)

Irmã: Juliana de Souza Vilaza

Paróquias onde realizou pastoral

2014: Propedêutico - Catedral Mãe de Deus - Porto Alegre

2015 - 2016: Coração de Jesus - Porto Alegre

2017 - 2018: Equipe Kairós

2019: Sagrado Coração de Jesus - Alvorada

2020: Senhor Bom Jesus - Porto Alegre

2021-2022: Paróquia Nossa Senhora de Belém - Porto Alegre

2023: Paróquia Santa Luzia - Canoas

Entrevistas em vídeo

Artur Gugel Rossi: https://youtu.be/N7bPvemneG8?si=QcYSwxxOWs-AC9ku

Bruno Ávila Ferreira: https://youtu.be/xU_wOaBLXhs

Charles Sebastian Kruel: https://youtu.be/5R1WzYFzhBA

Marto de Souza Vilaza: https://youtu.be/QUfZXo8Yde8

Fonte! Sítio oficial da Arquidiocese de Porto Alegre (RS). publicado no dia 27 de novembro de 2023: https://www.arquipoa.com/noticias/arquidiocese-em-festa-pela-ordenacao-de-quatro-novos-diaconos

Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges, de Alvorada - RS.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Quatro seminaristas da Arquidiocese serão ordenados diáconos em novembro


Em menos de três meses a Arquidiocese de Porto Alegre celebrará a Ordenação Diaconal de quatro dos seus seminaristas maiores neste ano de 2023. No dia 24 de novembro os seminaristas Artur Rossi Gugel, 28; Bruno Ricardo Avila Ferreira, 46; Charles Sebastian Kremer Kruel, 26; e Marto de Souza Vilaza, 27; receberão o primeiro grau do Sacramento da Ordem pelas mãos do arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler. A celebração será realizada na Catedral Metropolitana Mãe de Deus, a partir das 20h. 

A Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre conversou com os quatro seminaristas, ocasião em que cada um pode partilhar a sua caminhada de fé, vivência na família, falar da decisão de ingressar no Seminário e do chamado de Deus para as suas vidas. Confira:

Seminarista Artur Rossi Gugel

Quais são as suas primeiras lembranças de vivência na Igreja?

Seminarista Artur - Recordo dos momentos de oração em família, a noite antes de dormir. Lembro que minha vó me deu de presente de aniversário um terço (o tenho até hoje) e com ela aprendi a rezá-lo. Como meus pais trabalhavam, durante o dia ficava com minha vó, e com ela participava da Legião de Maria na Capela Santa Luzia. Mas, um momento é realmente significativo para mim, quando tinha uns 7 ou 8 anos, eu não parava de querer conversar durante a vigília na quinta-feira santa; minha vó me olha, aponta para o santíssimo e diz: “ali na frente é Jesus, conversa com Ele!”.  Recordo que sempre gostei de ir à missa aos domingos pela manhã na capela. Principalmente durante a catequese, quando sempre estava envolvido, seja fazendo uma leitura ou as preces. Tenho a bela lembrança dos padres sempre estarem na porta da igreja acolhendo a todos com grande alegria.

A sua família apoiou a decisão de ingressar no Seminário?

Seminarista Artur - No início foi preciso ter paciência e esperar o tempo para que compreendessem o Chamado que Deus fazia em minha vida. Compreender que tudo muda com o sim dado a Ele exige fé e paciência, e essas exigem tempo para aceitar e amar essa vontade divina. Temos sonhos e projetos, por isso é preciso ter paciência para discernir e compreender que o sonho de Deus para nossas vidas é muito melhor que os nossos. Mas, mesmo com a negativa inicial, minha família me apoiou e incentivou para seguir o caminho proposto por Deus. Hoje, graças a Ele, estão muito animados comigo e sei que rezam por mim!

Como foi a reação dos amigos à decisão de entrar no Seminário?

Seminarista Artur - Foram de alegria, entusiasmo e apoio quando decidi entrar para o seminário. Lembro que optei por não contar para muitos de início, pra ser um caminho bem pensado e rezado por mim.  Mas, quanto contava vinham palavras de apoio e motivação, e principalmente o “vou rezar por ti!”, que é essencial nesse caminho de discernimento. Recordo que um dos meus amigos, quando contei, disse: “até que enfim! Sempre que rezava a oração pelas vocações pensava em ti”.

Quais lembranças mais marcantes do período na Filosofia e Teologia?

Seminarista Artur - Recordo com alegria da nossa chegada no seminário de Viamão, quando fomos recebidos pelos demais colegas para uma semana de “estágio”. Foram dias interessantes de convivência, conhecimento, partilha, estudo e oração. Fomos introduzidos na comunidade com fraternidade e alegria. As aulas de filosofia com o Prof. Pe Pivatto (antropologia) e do Prof. Roberto Pich (história da filosofia) pelos assuntos passados de forma simples, mas de forma profunda. Das de teologia, recordo com imensa satisfação das aulas de história da igreja (Pe. Eduardo Moesch), Revelação (Pe. Geraldo Hackmann), Eclesiologia e Liturgia.

É impossível não recordar, dos momentos de dúvida e crise ao longo do caminho, e como é belo ver que Deus nos acompanha todos os dias, seja nos momentos bons ou nos momentos mais duros. Recordo com grande alegria dos irmãos e amigos que Deus nos dá ao longo desse caminho: as partilhas de vida, a convivência, o apoio e suporte mútuo, o incentivo e correções. São essas amizades que nos mantém voltados para a meta, que é o próprio Senhor e seguir fortalecidos no caminho de discipulado.

Mas, recordo com tristeza e saudade os falecimentos de dois colegas em 2019. O Luis Henrique (colega desde o propedêutico 2015) e o Pedro Flores (colega a partir da filosofia em 2017). Foi um momento duro e doído, mas de confiança em Deus e na sua Misericórdia. O período da pandemia foi outro momento duro e triste. Deixarmos de ir para as pastorais, o necessário tempo de reclusão, a incerteza é preocupação com familiares, amigos e paroquianos nos angustiava. Mas, como Deus não nos abandona e tudo provê, foi ao mesmo tempo um período rico e profundo para a vida fraterna da comunidade. Conseguimos viver melhor a comunidade do seminário, recordo especialmente da celebração da Páscoa em 2020, vivida profundamente.

As Paróquias de pastoral, pelas quais passei durante esses anos, onde fui muito bem acolhido por todos. Cada paróquia com sua característica próprias, dificuldades e forças, mas em todas essas comunidades aprendi e cresci na consciência do que é ser igreja, o que é ser comunidade! Em cada paróquia, aprendi um pouco de cada uma, como ser para bem amar e servir. Recordo com grande estima todos os padres com os quais trabalhei e os padres formadores, que me ajudaram nesse caminho de discipulado e configuração ao Cristo Bom Pastor. Gratidão por todo tempo partilhado!

Quais sacerdotes marcaram a sua caminhada de fé na Igreja?

Seminarista Artur - 

Pe Cirineu Furlanetto (meu pároco quando entrei no seminário e grande amigo)

Pe Edson Stein

Pe Luiz Maria de Barros

Pe Kaue Pires

Pe Silmar Possa

Frei Adriano, OFM  – já falecido

Mons. Irineo Flach – já falecido

Paróquias onde realizou pastoral?

2016 Paróquia Nossa Senhora das Graças (Gravataí)

2017 Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Sapucaia do Sul)

2018-2019 Serviço de Animação Vocacional - Equipe Kairós

2020 Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem – Cachoeirinha (dois finais de semana, depois veio a pandemia)

2020-2021 Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Gravataí)

2022 Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Minas do Leão)

2023 Paróquia Santa Hedvige (Alvorada)

Seminarista Bruno Ricardo Avila Ferreira

Quais são as suas primeiras lembranças da Igreja?

Seminarista Bruno - Sou natural de Porto Alegre. Sempre participei da Igreja, desde a primeira eucaristia. Fiz a catequese no Santuário Nossa Senhora do Trabalho, na zona norte da capital. Depois participei de movimentos jovens, o CLJ e o Emaús, no qual fiquei por muitos anos, desde 1995 até 2015, quando decidi ingressar no Seminário

Como foi a sua decisão de ingressar no  Seminário?

Seminarista Bruno - Eu já estava com uma certa idade, com 39 anos. Na época me questionava em relação à decisão de casar ou ingressar no Seminário. Na Jornada Mundial da Juventude de 2013 foi um tempo forte de decisão, apesar de não ter ido presencialmente, tive a chance de assistir a cobertura de diversos eventos, talvez mais do que quem estivesse lá, e sem dúvida foi um momento importante para o discernimento

Como foi a aceitação da sua  decisão de ingressar no Seminário?

Seminarista Bruno - A família aceitou bem. Entrei adulto, já tinha uma carreira. Eu era Analista de Software e, de uma hora para outra, resolvi mudar. Minha mãe levou um susto primeiro, mas depois apoiou, pois ela sempre foi da Igreja. O meu pai disse que se eu estivesse feliz estava tudo bem. A minha irmã gostou muito, desde o início aprovou. Na empresa que trabalhava, da área de tecnologia, a maioria não tinha religiosidade. Uns se admiraram, outros se assustaram, mas numa bela tarde, antes de sair da empresa, alguns me rodearam e conversaram comigo sobre a vida do seminário, de ser padre. Então digo que suscitou alguma curiosidade nas pessoas.

Como foi este tempo de caminhada na vida adulta, de trabalho, de investimento na carreira?

Seminarista Bruno - Algumas vezes na minha caminhada me questionei. Com o passar do tempo fui tocando minha vida, esquecendo. Mas como sempre fui de Igreja estas questões (ser padre)  voltavam. 

Quais as suas boas lembranças do tempo do Seminário

Seminarista Bruno - Boas lembranças. As atividades, a convivência com as pessoas, especialmente com os meus colegas de ordenação. A vida em comunidade a gente registra muita coisa, não apenas no celular, mas no coração especialmente. 

Você ingressou no Seminário com quase 40 anos, mostrando que o chamado de Deus não tem tempo, não é mesmo? 

Seminarista Bruno - Não podemos ficar fechados para o chamado de Deus. Eu brinco daquela passagem dos trabalhadores. Uns foram chamados às 8h, outros às 17h. Eu digo que fui chamado às 17h30, quando as portas já estavam se fechando. Deus sempre nos surpreende. Até estava descartando essa possibilidade. E Deus me chamou.

Quais padres marcaram sua caminhada de fé?

Seminarista Bruno - Monsenhor Urbano Zilles me marcou muito especialmente pelo tempo no Movimento de Emaús. É uma grande referência. Tudo aquilo que não aprendi com o meu pai, Monsenhor me ensinou. Outro padre que menciono é o Leopoldo Santinon, que trabalhou na Paróquia Cristo Redentor. Foi um grande pregador.

Paróquias por onde tu realizaste o período de Pastoral

2015 Nossa Senhora da Paz - Porto Alegre

2016: Nossa Senhora da  Boa viagem - Cachoeirinha

2017: Santo Inácio de Loyola - Esteio

2018: Nossa Senhora das Graças - Canoas

2019: Nossa Senhora da Piedade - Porto Alegre

2021: São Pedro - Porto Alegre

2022: São Pedro - Porto Alegre

2023: Santa Cecília - Porto Alegre

Charles Sebastian Kremer Kruel

Quais são as suas primeiras lembranças de vivência na Igreja?

Seminarista Charles - Desde jovem, percebia na missão do Padre um zelo e um cuidado com os que mais necessitam. Isso foi tocando a minha vida e a minha história, pois lá no meu bairro, o Padre sempre se fez muito presente na vida das pessoas, através do auxílio com os que mais precisam, o cuidado com questões básicas do dia das pessoas, e o zelo pelas coisas de Deus. Me recordo bastante dos momentos desde jovem acompanhando a mãe na Igreja, sendo coroinha, depois realizando a minha catequese de primeira Eucaristia.

A sua família apoiou a decisão de ingressar no Seminário?

Seminarista Charles - Meus pais sempre me apoiaram na decisão de querer ser Padre. Mas no início, como o meu despertar vocacional foi cedo, eles tinham um pouco de receio se era de fato que eu queria ou iria trilhar. Mas com o passar do tempo, Deus foi ajeitando tudo com muito carinho e cuidando da minha família e zelando por eles.

Como foi a reação dos amigos à decisão de entrar no Seminário?

Seminarista Charles - Na minha escola de Ensino Fundamental, na época quando comentei que iria ser Padre, muitos ficaram chocados e até um tanto engraçado, mas com os demais amigos, as coisas foram tranquilas, me recordo de participar ainda de um grupo de jovens paroquial que havia na minha Paróquia, e ali também ter o apoio dos amigos da Igreja.

Quais lembranças mais marcantes do período na filosofia e teologia?

Seminarista Charles - Ainda antes, como entrei no Ensino Médio, me recordo muito dos irmãos que lá criei. Muitas histórias, partilhas, vivências da minha juventude que ficaram gravadas na minha, incluindo o Propedêutico. Já no Discipulado e na Configuração, muitos momentos foram importantes no convívio com os irmãos que vamos criando. Me recordo com carinho dos momentos de confraternização, acampamentos, passeios, momentos que transbordam a formação somente intelectual e entram na nossa formação humana. Retiros, palestras, que nos ajudam espiritualmente. Mas ainda mais profundamente, os momentos com os amigos. Na Pandemia de COVID-19, ficamos por um bom tempo recolhidos em casa. Nesse período, me recordo dos momentos com os amigos, das coisas simples e bonitas que a vida vai nos dando.

Quais sacerdotes marcaram a sua caminhada de fé na Igreja?

Seminarista Charles - Guardo com carinho alguns padres, que me fizeram participante da vida de fé na Igreja. Me lembro do Pe. José Antônio Heinzman que é o sacerdote que eu tenho uma lembrança mais do início da minha vida, depois um padre muito querido, que foi um dos grandes incentivadores da minha Vocação, que hoje é Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Darley Kummer, foi meu pároco, e contribuiu e muito para que eu fosse quem eu sou hoje. Depois Pe. Ângelo Bohn, que me levou para o Kairós, e me animou também durante a catequese. Pe. Diego Garcia, também meu pároco, e o Pe. Luís Carlos Almeida, meu atual Pároco. Teriam mais alguns, que também marcaram a minha trajetória.

Paróquias onde realizou pastoral?

2016 - Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Viamão 

2017 - Paróquia Santuário Santa Rita de Cássia - Porto Alegre 

2018- Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário - Porto Alegre

2019- Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus - Porto Alegre 

 2020-2021 - Paróquia Menino Jesus de Praga - Porto Alegre 

 2022 - Animação Vocacional Kairós 

 2023 - Paróquia Nossa Senhora da Salette - Porto Alegre 

Marto de Souza Vilaza

Quais são as suas primeiras lembranças de vivência na Igreja?

Seminarista Marto - Meus familiares e eu, já moramos na Lomba do Pinheiro - bairro de Porto Alegre -, Viamão, Barão do Triunfo e, agora, Alvorada.  Desde pequeno, acompanhava minha mãe na igreja participando das missas, celebrações da palavra, novenas, entre outras atividades da comunidade. Por conta dessa vivência, sentia a necessidade de me envolver cada vez mais, pois me isso me realizava.

Em meio a tantas comunidades que participei, por conta das mudanças de cidade, numa de Viamão, fui chamado à atenção. Ao chegar numa pequena comunidade da Paróquia São João Maria Vianney (2003), ficava encantado pela atitude do padre que acolhia calorosamente a cada um que chegava dando um abraço e puxando assunto. Ele conhecia e se importava com seu rebanho. E sentia no meu coração o desejo de imitá-lo. Depois de Viamão, me mudei para Barão do Triunfo, lugar simples, interior, com missas que ocorriam só uma vez por mês. Lá, não só acompanhava minha mãe, como também procurava ajudar no que fosse necessário nas celebrações e em outros momentos de oração da comunidade. 

A sua família apoiou a decisão de ingressar no Seminário?

Seminarista Marto - Sim, desde o início quando falava que queria ser padre, meus familiares deram apoio. Quando decidi entrar no seminário, minha mãe ficou realizada. Minha irmã e meu pai, brincaram comigo dizendo que dariam dois meses para eu voltar para casa (passaram-se 12 anos).

Como foi a reação dos amigos à decisão de entrar no Seminário?

Seminarista Marto - Não chegou a ser uma novidade, pois seguidamente eu falava nisso ou dava sinais de que essa era a minha vontade. Tanto que no final do Ensino Fundamental eu brincava de celebrar os casamentos dos colegas que estavam namorando ou ficando. 

Quais lembranças mais marcantes do período na filosofia e teologia?

Seminarista Marto - Na verdade, o período que foi mais marcante na minha caminhada de seminário foi o Ensino Médio. Tenho muito carinho por essa etapa da formação, pois nela aprendi o sentido de pertença não só ao seminário, mas a Arquidiocese a qual eu pertenço. Tínhamos momentos sadios de convivência (Jogos, Filmes, passeios, Chimarrão ao pôr do sol), trabalhos internos e externos às vezes além do horário (mas fazíamos com gosto, pois era a nossa casa), incentivava-se momentos de oração não só em grupo, mas individual (um cultivo da identidade do padre diocesano), a relação dos estudos (eu tinha muita dificuldade por vir do interior e ingressar numa escola particular – Dom Feliciano) a amizade que se criou com colegas da escola, a iniciação nos estudos de música (Teclado e canto). Enfim, o próprio ambiente do seminário de Gravataí é muito acolhedor e único.

Na filosofia, tive muitas dificuldades com os estudos acadêmicos. Brinco que foi um deserto que tive que atravessar para a terra prometida que era a teologia. Mas algo que guardo com muito carinho são as atividades pastorais as quais eu colocava em prática o que rezava e estudava. Sentia que ali, em meio às comunidades, eu realizava o chamado ao sacerdócio.

A Teologia me marcou por alguns acontecimentos bem pontuais. Em 2018, iniciei a pós-graduação em música litúrgica. É possível dizer que a minha relação com a música permeia toda a minha caminhada de seminário. E sou muito grato pela formação por ter me incentivado nesta área. Também, no mesmo ano, tive a oportunidade de fazer um curso de fotografia religiosa que me abriu os olhos para um outro horizonte (favorecendo, futuramente, a auxiliar - tanto no seminário como nas paróquias que passei – na área da comunicação visual). Em 2019, no período das férias de verão, perdi meu pai para um infarto. Mas nesse ocorrido, pude compreender melhor para qual família eu estava entregando minha vida. A maioria dos meus colegas de seminário, padres e bispos estiveram comigo e isso me fez entender o sentido da comunhão eclesial. Minha família e eu não estávamos sozinhos e isso nos deu força. Em 2020, com a necessidade de reacender o ardor pelo chamado de Deus e continuar minha caminhada vocacional com mais convicção, iniciei um estágio formativo dando uma pausa na formação acadêmica. Esse período acabou coincidindo com o início fatídico da Pandemia, o qual tivemos que adaptar a nossa vida e o nosso agir pastoral.

Quais sacerdotes marcaram a sua caminhada de fé na Igreja?

Seminarista Marto – Muitos padres fazem parte da minha história. É até injusto fazer citações pois poderia deixar alguém de lado.

 - Um padre (religioso) que não sei o nome, foi quem me cativou numa capelinha de Viamão;

  - Pe. Miguel Schäfer pároco (Cerro Grande) que me incentivou e levou para o seminário. Ele dava um belo testemunho, nos interiores que ele atendia, rezando a 7ª missa do final de semana como se fosse a primeira.

  - Pe. Edson Stein que minha família já tinha um carinho enorme por ele acompanhar minha irmã num período complicado e depois foi meu primeiro formador no Ensino Médio.

  - Entre outros padres formadores e párocos de origem e pastoral.

Paróquias onde realizou pastoral?

2014 - Propedêutico - Catedral Mãe de Deus - Porto Alegre

2015 - 2016 - Coração de Jesus - Porto Alegre

2017 - 2018 - Equipe Kairós

2019 - Sagrado Coração de Jesus - Alvorada

2020 - Senhor Bom Jesus - Porto Alegre

2021-2022 - Paróquia Nossa Senhora de Belém - Porto Alegre

2023 - Paróquia Santa Luzia - Canoas

Fonte! Sítio oficial da Arquidiocese de Porto Alegre. Autor: Marcos Koboldt, publicado no dia 05 de setembro de 2023: https://www.arquipoa.com/noticias/quatro-seminaristas-da-arquidiocese-serao-ordenados-diaconos-em-novembro

Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges, de Alvorada - RS.   

domingo, 28 de agosto de 2022

Quatro seminaristas da Arquidiocese de Porto Alegre serão ordenados Diáconos em novembro


Em exatamente três meses a Arquidiocese de Porto Alegre celebrará a Ordenação Diaconal de quatro dos seus seminaristas maiores neste ano de 2022. No dia 25 de novembro, data que marca também a abertura do Ano Vocacional, os seminaristas Danton Pereira, Darlan Schwaab, Lucas Lacerda e Rodrigo Rubi receberão o primeiro grau do Sacramento da Ordem pelas mãos do arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler. A celebração será realizada na Catedral Metropolitana Mãe de Deus, a partir das 20h. 

A Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Porto Alegre conversou com os quatro seminaristas, ocasião em que cada um pode partilhar a sua caminhada de fé, vivência na família, falar da decisão de ingressar no Seminário e do chamado de Deus para as suas vidas.  Em breve as entrevistas serão publicadas nas plataformas de áudio da Arquidiocese. Confira:

 

Seminarista Danton Gabriel Pereira

Gaúcho de Viamão, o seminarista Danton Gabriel Pereira nasceu no dia 08 de outubro de 1995. Seus pais se chamam Élbio e Rosane. Danton tem dois irmãos –  Lidiane, 37, e Peterson, 34. Sua paróquia de origem é a paróquia Santa Rita de Cássia, no município de Nova Santa Rita, na Grande Porto Alegre.

Quais são as suas primeiras lembranças de vivência na Igreja?

Danton Pereira – Minhas primeiras lembranças de Igreja são de quando fui morar com meus avós em Portão, na paróquia Nossa Senhora das Graças. Eu tinha 10 anos, época em que fiz a Primeira Comunhão. Estava aprendendo a tocar violão, minhas tias cantavam e o meu avô participava na comunidade. Alguns anos depois uma tia nos convidou para morar em Porto Alegre, bem próximo da Catedral Mãe de Deus. Ela trabalhava junto com minha mãe de vez em quando. 

Como foi a experiência de participar da Catedral ainda na pré-adolescência?

Danton – Quando fiz 13 anos eu vim morar na capital. Diferente do interior há muitas Missas em Porto Alegre. Eventualmente ia na Catedral com minha mãe. Logo que cheguei percebi que era o único jovem por muitas vezes, mas eu ia de arrasto com ela, mas eu ia. Até que um seminarista me convidou para ser acólito. O Pe. Carlos Steffens, pároco na época e depois o Pe. Jacques, que o sucedeu, me motivaram muito para ajudar nas Missas. 

Você foi convidado para ser acólito na Catedral. Conte como foi a experiência?

Danton – A cabeça que eu tinha na época era de que terminada a Missa íamos embora. Chegar na celebração e as pessoas saberem teu nome, se preocuparem contigo, perguntar dos estudos, era uma realidade completamente nova. Aí fui convidado para ser coroinha, acólito e aquilo me deixou muito feliz, pois me sentia útil, como se a Igreja precisasse de mim. Na época eu gostei tanto de ajudar na Missa que eu participava às 7h30 durante a semana. De tarde, eu saía correndo do colégio onde eu estudava, na rua Gen. Lima e Silva, bairro Cidade Baixa,  para estar na celebração das 18h30.

Nesse período as pessoas viam que eu gostava de estar ali, de conversar, acolher as pessoas,  e eu mesmo cogitava a possibilidade de entrar no Seminário. Na época tive a chance de conhecer Dom Dadeus Grings, aquilo me emocionou, era o arcebispo e ele conversava comigo, me fazia perguntavas. Também convivi com  Dom Altamiro Rossato (1925-2013). Também neste tempo o Pe.Jacques foi importante, pois ele é muito comunicativo, acreditou na minha vocação, era muito motivador. Promovia a vocação entre os jovens. Saber que eu tinha um amigo que era padre foi um sentimento muito legal. 

A sua família apoiou a decisão de ingressar no Seminário?

Danton – A reação da família e dos amigos foi bem diversa. Meu pai não acreditou muito, mas não barrou. A minha mãe que era a mais religiosa, mas tinha aquele sentimento de que não querer perder o filho. Na hora não caiu muito a ficha dela. Os meus irmãos apoiaram demais. Quando precisava ir nos encontros no Seminário o meu irmão me levava de moto. Ele era recém-casado, estava construíndo sua vida. 

Quando fiz os primeiros encontros Kairós queria entrar de imediato, mas os padres falaram para ter calma. Fiz o Ensino Médio todo fora. Aí eu trabalhei em algumas empresas, conheci Porto Alegre, frequentava a paróquia com mais maturidade. Aos poucos fui amadurecendo a decisão de ingressar no Seminário. Foi jovem aprendiz em uma empresa de transporte internacional onde ficou um ano. Até hoje mantenho amizade com alguns colegas. Foi um tempo muito bom. Foi office boy num escritório de contabilidade por dois meses e depois conseguiu um outro emprego, era semelhante, mas chamavam de procurador júnior.  Após entrar no Seminário foi que descobri que muitos dos meus colegas de trabalho eram Católicos e os encontrava na Igreja. 

Quais sacerdotes marcaram a sua caminhada de fé na Igreja?

Danton – O Pe. Jacque e o Pe. Carlos. Cada um com seu carisma, ambos foram muito acolhedores. O Pe. Carlos me deu a minha primeira Bíblia, que guardo até hoje. Lembro com carinho do Pe. Sandro, Pe. Eduardo Delazeri, Dom Maurício (na época Pe. Maurício Jardim), Pe. João Moraes, com sua história de vida e testemunho bonito. O Pe. Maikel Herald, Pe. Rodrigo Wegner, Pe. Cláudio Castro e o Pe. Adilson Corrêa. Todos com quem trabalhei me marcaram de forma positiva de alguma forma, como os meus formadores no seminário de Gravataí, o Pe. José Antônio Heinzmann e o Pe. Lucas Matheus Mendes.

Você foi o organista da ordenação episcopal de Dom Maurício Jardim. Fale da sua relação com a música? 

Danton – Aos 11 anos iniciei com o violão. Quando estava na Catedral tinha o harmônio. Achava muito legal  ver ele sendo tocado na Missa. Aí contava as notas que fazia no violão e anotava. Aí começou o envolvimento com o órgão, tocava “Noite Feliz”, “Parabéns pra você”, bem manjado. Fui evoluindo e consegui tocar algumas músicas litúrgicas. Ninguém tinha percebido isso. Ao chegar no Seminário de Gravataí, um dos padres que residia lá era músico - Pe. José Flach, atual reitor do Seminário de Viamão, percebeu que eu tinha um ouvido mais sensível para a música. Aí ele me apresentou algo que nunca tinha visto na vida, uma partitura. Eu tocava de ouvido. Pegava a letra da música e tocava. Os salmos, a liturgia das horas, tocava lá no Seminário. Bem diferente foi a experiência de tocar na comunidade. Aí uma vez o Pe. Luciano Massulo, que era o nosso professor de Liturgia, disse que precisava de alguém para tocar na Missa do domingo à noite e mandou eu lá. Nunca tinha tocado órgão em uma Missa. E o órgão da paróquia São Pedro é super complexo. Não sabia nem ligar, nunca tinha visto um órgão com motor, compressor, puxar registros. Foi um horror. Aquela experiência me marcou. Fui estudar partitura, o seminário e alguns paroquianos da São Pedro me incentivaram a estudar música. 

Paróquias onde o seminarista Danton realizou pastoral 

Santa Rita de Cássia (paróquia de origem); Nossa Senhora da Boa Viagem (Cachoeirinha); Kairós (Promoção Vocacional); São João Maria Vianney (Viamão); Nossa Senhora Aparecida (Canoas); Senhor Bom Jesus (Porto Alegre); Santuário São Cristóvão (Canoas); Santa Hedviges (Alvorada)

Seminarista Darlan Heleno Schwaab

O seminarista Darlan Heleno Schwaab nasceu no dia 14 de abril de 1989, em Rio Branco (AC), mas ainda bebê sua família se mudou para Porto Alegre. Sua paróquia de origem é a São Vicente Mártir, no bairro Camaquã. Os pais se chamam José Darci e Noeli. Seus irmãos se chamam Neander e Juliano.

Quais são as suas primeiras lembranças de vivência na Igreja?

Darlan Schwaab – Quando a mãe fez o ECC (Encontro de Casais com Cristo) estava grávida de mim. Então até o  ECC eu já fiz, só não lembro. Nasci em Rio Branco (AC), mas com menos de 1 ano de idade a família veio para Porto Alegre. Nos criamos na Zona Sul, nas paróquias Santa Luzia, São Martinho e São Vicente Mártir. Meu irmão mais velho, que tem 12 anos de diferença, foi convidado para fazer o CLJ (Curso de Liderança Juvenil), na paróquia São Vicente Mártir. A partir deste convite toda a família migrou para lá participando desta comunidade. O outro irmão também fez o CLJ, os pais se tornaram tios do CLJ. Eu fui coroinha, fiz a primeira comunhão, também na São Vicente Mártir.

Foi no CLJ que ouvi falar pela primeira vez na palavra “Vocação''. Foi algo que me interessou e fui atrás. Ainda era muito novo, mas, mesmo assim, participei dos encontros Kairós no Seminário. Eu sempre fui um adolescente inquieto, com muitas perguntas. Naquela ocasião achei muito “light”, estava lá sozinho. Ai mobilizei um grupo de amigos, meu pai alugou uma Van e fomos todos para o Kairós. Acabou que meus amigos seguiram nos encontros e eu parei. Só fui entrar no Seminário dez anos depois.

Você concluiu o Ensino Médio e cursou jornalismo. Como foi este tempo?

Darlan – Após a conclusão do Ensino Médio ingressei na faculdade de Jornalismo, na Unisinos, e segui vivenciando a espiritualidade na paróquia. Participava das pastorais, fiz Emaús, dei catequese, também me encontrei na Música. Trabalhei em assessorias de Imprensa de órgãos públicos e, no ano de 2013, consegui ingressar no jornal Zero Hora, onde estagiei no Segundo Caderno, focado em Cultura. Justamente neste tempo, quando estava bem e feliz, ainda não era aquilo que preenchia o meu coração. A Direção Espiritual foi fundamental para o discernimento da vocação e a tomada de decisão de entrar no Seminário. O sacerdócio não estava exatamente na minha cara, antes inclusive tive um namoro que durou bastante tempo, mas ao conversar com o Diretor Espiritual, fui encaminhado para fazer a experiência.

Como foi a reação de sua família e amigos a decisão de entrar no Seminário?

Darlan – Minha mãe foi a primeira a receber a novidade da minha decisão de ingressar no Seminário. Ela chorou de emoção. É uma pessoa muito piedosa, que sempre procurou levar a família para a Igreja. Meu pai foi um pouco mais fechado, até determinado momento. Concordou que eu fizesse a experiência. Com meus irmãos a experiência é curiosa. Um é ateu, foi um pouco cético, mas foi ele quem mais me visitou no Seminário. O outro irmão acolheu e entendeu. Meus amigos mais próximos acharam que era loucura, que não duraria. Falaram até em fazer um bolão para ver quando o Darlan sairia  do Seminário. Graças a Deus ninguém ganhou. 

Quais padres marcaram sua caminhada de fé?

Darlan – O Pe. Douglas Gonçalves, que já deixou o ministério; Pe. Miguel Martins Costa (pároco na São Martinho); Pe. Miguel Gomez (do México); Pe. Lucas Matheus Mendes (pároco na Nossa Senhora das Dores); Pe. Eduardo Santos (está no Canadá); Pe. Edilon Rosales (pároco na São Vicente Pai dos Pobres); Pe. Kaue Antoniolli (pároco na Senhor Bom Jesus).

Paróquias onde o seminarista Darlan realizou Pastoral - 

Paróquia São Vicente Mártir (paróquia de origem); Jesus Divino Mestre (Porto Alegre); Santuário Nossa Senhora dos Navegantes (Porto Alegre); Nossa Senhora da Conceição (Viamão); Equipe Kairós (Promoção Vocacional); Santuário Santa Rita de Cássia (Porto Alegre); Diocese de Xingu-Altamira (projeto igrejas-irmãs)

Seminarista Lucas Silva de Lacerda

O seminarista Lucas Lacerda nasceu em Esteio no dia 09 de novembro de 1993. Ele  cresceu em Cachoeirinha e a sua paróquia de origem é a  Santa Luzia. Os seus pais se chamam Teresinha e José Antônio. Lucas é o caçula e  tem dois irmãos - Diogo e Thaís.

Quais as suas primeiras lembranças de participar da vida da Igreja?

Lucas Lacerda – Os meus pais são muito religiosos, nossa família lotava um banco inteiro da paróquia. Lembro disso, de rezar o terço em família, no quarto dos pais. Desde pequeno os pais participavam do Movimento de Schoenstatt. Quando a mãe estava grávida de mim eu fui consagrado a Nossa Senhora. 

Em 2005, quando tinha 11 anos, o falecimento de São João Paulo II me marcou muito. “Lembro do dia 2 de abril, minha mãe chorando dizendo ‘eu gostava desse Papa’. Quis saber mais da sua história, da sua doação até o último momento pela Igreja, quando era visível que não tinha mais forças físicas. Seu exemplo me impressionou muito a ponto de querer imitá-lo.

A partir deste momento aceitei o serviço de ser coroinha e ajudar o padre na paróquia, na Comunidade Santa Clara da paróquia Divino Espírito Santo, que foi desmembrada da Santa Luzia. Em 2007 participei pela primeira vez de um encontro Kairós.  

Na adolescência você teve uma experiência de fé fora de Porto Alegre. Como foi este tempo?

Lucas – Ainda adolescente conheci outras realidades da Igreja, antes era só o padre da paróquia. Conheci também em 2007 os padres jesuítas, pois houve um grande evento da Igreja naquele ano. Fiz um encontro vocacional lá, gostei. Fiz acompanhamento vocacional durante todo o Ensino Médio junto à Companhia de Jesus (Jesuítas). Morei um tempo em Campinas, fiz o noviciado, aprofundei o carisma, mas tinha no meu coração o chamado do padre diocesano. O carisma primeiro dos Jesuítas não é assumir paróquia. Aí decidi voltar para casa. 

Como foi a reação da sua família a esta vontade de seguir uma caminhada na Igreja?

Lucas – Logo em 2005 nas primeiras vezes que falei que queria ser padre achavam que era brincadeira. Eu brincava de rezar missa, assim como brincava de ser professor. Mas a brincadeira seguiu e a família foi vendo que tinha algo ali. Tive o apoio para seguir o caminho no Seminário. Eles ficaram preocupados quando fui para São Paulo, em razão da distância. Me perguntaram  por que não ser padre mais próximo? Aí quando voltei eles ficaram bem felizes.

No colégio era o único que falava em ser padre. No Kairós, fiquei deslumbrado, pois foi a primeira vez que vi jovens falando das coisas que eu falava. Na época me sentia um pouco peixe fora d 'água. No Kairós me senti compreendido. Meu círculo mais próximo foi entendendo e apoiou, falando até que iam esperar eu ser padre para casar. Ainda mantenho contato com alguns deles. 

Além do sacerdócio pensava em ser professor de história. Gostava muito das cadeiras de História da Igreja. Um dia ainda gostaria de fazer Psicologia. Saí dos Jesuítas em 2012 e ingressei no Seminário em 2014. Fez novamente o Kairós em 2013. 

Quais sacerdotes marcaram sua caminhada? 

Lucas – Padres: Heitor Morschel, que me acolheu no retorno dos Jesuítas; Pe. Cláudio Castro; Jacques Rodrigues (diretor espiritual); padres com os quais fiz pastoral e colegas de seminário que hoje já são padres como o Pe. Davi Dietrich e Pe. Gilberto Pacheco.

Paróquias onde o seminarista Lucas Lacerda fez a Pastoral

Santa Luzia (Cachoeirinha); São Manoel (Porto Alegre); Senhor Bom Jesus (Porto Alegre); Nossa Senhora dos Navegantes (Charqueadas); São Vicente de Paulo (Cachoeirinha); Kairós  (Promoção Vocacional); Nossa Senhora Aparecida (Canoas);  Santa Bárbara (Arroio dos Ratos).

Seminarista Rodrigo Barroso Spehr Rubi

O seminarista Rodrigo Barroso Spehr Rubi nasceu no dia 21 de janeiro de 1996, em Canoas, na Grande Porto Alegre. Filho de Vilnei Spehr Rubi e Filomena Maria Barroso Gomes, tem um irmão, Douglas,  e um sobrinho, do qual é padrinho de batismo. Sua paróquia de origem é o Santuário São Cristóvão, no bairro Igara, em Canoas. 

Quais suas primeiras recordações dentro da Igreja?

Rodrigo Rubi – Minha avó paterna é alemã. Veio para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial. O meu pai conheceu a mãe no Piauí em razão de seu trabalho como motorista de caminhão.  Meus padrinhos de batismo – João e Gerda Machado – foram fundamentais na caminhada de fé, pois eles encaminharam o Batismo e as vivências na Igreja. Me chamou muito a atenção a vida comunitária. Participei intensamente da vida paroquial quando criança, no movimento Girassol, no Onda, ao receber os sacramentos da Eucaristia e a Crisma, depois no CLJ.

A figura do padre sempre me chamou a atenção. A sua importância como referência na comunidade, por despertar nas pessoas o sentida da vida. Estar próximo das pessoas, quando eu era coroinha, quando colocava a túnica, imaginava se um dia pudesse ser padre. Nos testes vocacionais inclusive davam como resultado ou professor ou padre, pois eram ambientes em que estavam muito envolvido com as pessoas.

Como foi a reação de sua família e amigos quando você comunicou que gostaria de ingressar no Seminário?

Rodrigo – Meus amigos sempre falavam que eu estava sempre na escola ou na Igreja, tinha uma implicância, mas nunca dei importância. Na caminhada ao ingressar no Seminário não gerou muita surpresa, era algo até esperado, já me viam fazendo esta opção de vida. 

Na família não foi motivo de grande surpresa minha decisão. Apesar dos meus pais não terem vivido comigo esta realidade da Igreja, às vezes eu iá sozinho ou com os vizinhos, mas eles sempre me apoiaram sem acompanhar diretamente. A entrada no Seminário ocorreu em 2013, estava muito envolvido com as atividades da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Meu irmão apoiou totalmente a decisão, pois acompanhou a questão dos sacramentos, por ser três anos mais velho.

Fale um pouco do seu envolvimento com a música. Você foi o regente da ordenação episcopal de Dom Maurício Jardim. 

Rodrigo – Padre Maurício Jardim foi diretor espiritual no propedêutico em 2014. Seu testemunho de felicidade, de estar realizado com a sua vocação chamou muito a atenção. Depois de 13 anos ter uma ordenação episcopal na Arquidiocese e estar presente neste momento tem sido uma experiência importante ao participar das reuniões, do convívio.

A música faz parte do meu despertar para a vocação, bem antes de entrar no Seminário. Minha avó influenciou, pois cultivava nos momentos de convívio a música. Ela me ensinou a cantar músicas de criança, tanto em português como em alemão. Na Igreja, a organista manifestou o sonho de ter um jovem que cantasse salmos na Missa. Ela me convidou e eu fui. A professora se chama Maria Zenobia e eu ensaiava na casa dela. Comecei com os salmos, depois o canto. Ela dizia que eu precisava trabalhar mais este talento. Sugeriu que eu aprendesse a tocar piano. Logo no início da formação tive a chance de estudar no antigo Celmu. Dois anos de especialização na técnica vocal e regência de coros. Desde então me coloco à serviço. 

Quais padres marcaram a sua caminhada de fé?

Rodrigo – O padre Santo Lorenzato, que me batizou. Ele ficou 33 anos na São Cristóvão. O Pe. Miguel Faleiro (Nossa Senhora dos Navegantes de Charqueadas), Pe. Vanderlei Bock (Santa Cecília), Pe. Adilson Kunzler  (Nossa Senhora da Conceição de Sapucaia do Sul), pela experiência da confissão e da misericórdia. O Padre Luciano Massulo (São Pedro) na área da Liturgia. Não posso deixar de mencionar o Pe. Charles Kermaunar, pois caminhamos juntos no Santuário São Cristóvão desde a adolescência.

Tive a graça de passar pelos quatro vicariatos. Agora estou em Charqueadas, que tem uma história riquíssima. A matriz  e mais nove comunidades. Uma experiência verdadeiramente pastoral, inserida na realidade das pessoas. A paróquia é bem ativa, que está proporcionando me formar como pastor conforme o Coração de Jesus. A experiência na Pastoral Carcerária também me ensinou muito. 

Paróquias onde o seminarista Rodrigo Rubi fez Pastoral

Santuário São Cristóvão (paróquia de origem); São Pedro (Porto Alegre); Nossa Senhora da Conceição (Porto Alegre); Santuário Nossa Senhora dos Navegantes (Porto Alegre); Rede de Comunidades Santa Cruz - (Viamão); Imaculado Coração de Maria (Esteio); Kairós (Promoção Vocacional); Nossa Senhora de Salete (Porto Alegre); Nossa Senhora dos Navegantes (Charqueadas).

Fonte! Sítio sitio oficial da Arquidiocese de Porto Alegre no dia 25 de agosto de 2022:https://www.arquipoa.com/noticias/quatro-seminaristas-da-arquidiocese-de-porto-alegre-serao-ordenados-diaconos-em-novembro

domingo, 5 de dezembro de 2021

Após a ordenação diaconal de Marcus Ceratti, registros da confretarnização!

Após a ordenação diaconal ocorrida no dia 28 de novembro, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre (RS), no final da tarde, aconteceu a confraternização no nosso salão paroquial.

Abaixo alguns registros da homenagem ao recém-ordenado neodiácono Marcus Vinicius Shiomi Ceratti. 

Gostaríamos, mais uma vez, de dar os parabéns ao Marcus por essa nova etapa na vida religiosa, pois Deus o segue. Rezemos por ele.












 Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da comunicação da Paróquia Santa Hedviges de Alvorada (RS).

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Ordenação Diaconal


Com alegria que comunicamos a ordenação do Seminarista Marcus Ceratti, e outros três colegas, no dia 28 de novembro de 2021, às 15h na Catedral Metropolitana de Porto Alegre. 

Marcus está realizando seu ano pastoral desde fevereiro em nossa paróquia, e colabora com diversos grupos e atividades paroquiais. 

Que Deus o abençoe e que a ordenação diaconal o ajude a ser ainda mais servidor do Reino.

Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges. Publicação buscada no sitio oficial da Paróquia no Facebook: https://www.facebook.com/paroquiasantahedviges