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quinta-feira, 14 de maio de 2026

A causa de beatificação do Servo de Deus Monsenhor João Benvegnú chega à fase romana

Documentação sobre a vida exemplar do sacerdote passionista é recebida pelo Dicastério para as Causas dos Santos

Em 16 de abril de 2026, um momento de grande importância marcou a história da Igreja no Rio Grande do Sul: a causa de beatificação do Servo de Deus Monsenhor João Benvegnú passou à fase romana. Nesta data, o Dicastério para as Causas dos Santos recebeu e abriu as caixas contendo toda a documentação sobre a vida, virtudes e fama de santidade do sacerdote. “A abertura dessas caixas representa um momento solene e de grande importância: a partir de agora, toda essa documentação passa a ser analisada detalhadamente pela Santa Sé, que verificará a validade jurídica do processo e aprofundará o estudo sobre a vida exemplar de monsenhor João Benvegnú”, afirmou a arquidiocese de Passo Fundo (RS).

O caminho que levou a esta etapa começou com o pedido de abertura dos autos do inquérito da investigação arquidiocesana, realizada na arquidiocese de Passo Fundo em agosto de 2025. O postulador Paolo Vilotta apresentou a solicitação, que foi acolhida e assinada pelo prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos da Santa Sé, cardeal Marcello Semeraro, e pelo secretário do dicastério, dom Fabio Fabene. Esse reconhecimento oficial marca o reconhecimento da Igreja de que há fundamentos sólidos para continuar investigando a possível santidade de monsenhor João.

Os documentos agora sob análise da Santa Sé reúnem todo o material cuidadosamente preparado ao longo da fase diocesana: testemunhos de pessoas que conviveram com o sacerdote, escritos deixados por ele, relatos detalhados sobre sua vida, suas virtudes, a fama de santidade que o acompanhava e os sinais atribuídos ao servo de Deus. Cada detalhe foi preservado e organizado para que a Igreja pudesse avaliar com rigor a autenticidade da santidade vivida por monsenhor João Benvegnú.

A história de monsenhor João Benvegnú é a história de um homem profundamente dedicado ao serviço de Deus e da Igreja. Nascido em 12 de agosto de 1907, às margens do rio Taquari, no município de Muçum (RS), ele respondeu ao chamado divino ainda jovem. Aos 14 anos, em 1921, ingressou no seminário dos padres passionistas, em Pinto Bandeira, no município de Bento Gonçalves (RS). Foi ordenado padre em 16 de setembro de 1934, data que ele próprio considerava “o dia mais belo” de sua vida.

Ao longo de seu sacerdócio, monsenhor João serviu com dedicação em diversos lugares. No início, trabalhou simultaneamente no Convento Nossa Senhora do Carmo e no centro da Boa Imprensa. Em novembro de 1934, foi vigário paroquial em Osório. Em 20 de outubro de 1935, tornou-se pároco da paróquia São Domingos, em São Domingos do Sul, onde permaneceu e desenvolveu um ministério marcado pela proximidade com os fiéis. Ainda como pároco em São Domingos, recebeu em 29 de junho de 1956 o título de Cônego Honorário do Cabido de Porto Alegre, concedido pelo então arcebispo de Porto Alegre, cardeal Alfredo Vicente Scherer. Em 15 de agosto de 1959, quando sua paróquia passou a pertencer à então recém-criada diocese de Passo Fundo, o primeiro bispo desta diocese, dom Cláudio Coling, concedeu-lhe o mesmo título. Em 16 de setembro de 1984, o Papa São João Paulo II concedeu ao padre João Benvegnú o título de monsenhor, reconhecimento de sua vida de serviço e dedicação.

Monsenhor João Benvegnú faleceu aos 79 anos, em 3 de janeiro de 1986, deixando uma memória de santidade que permaneceu viva entre aqueles que o conheceram. Em 2009, dezessete anos após sua morte, foi aberto seu processo de beatificação e canonização — sinal de que a fama de santidade continuava a crescer. Em 31 de agosto de 2011, a Santa Sé concedeu o “nihil obstat” (nada obsta) para o processo de beatificação, reconhecendo-o oficialmente como Servo de Deus. A fase arquidiocesana da causa foi encerrada em 31 de julho de 2025, e agora, com a abertura das caixas em 16 de abril de 2026, o processo avança para a análise romana, onde será submetido ao escrutínio rigoroso da Igreja universal.

A arquidiocese de Passo Fundo convida todos os fiéis a se unirem em oração pela causa de monsenhor João Benvegnú. “Unimo-nos em oração em prol desta Causa, pedindo a Deus que, se for da Sua vontade, este processo avance e produza muitos frutos para a Igreja!”, expressou a arquidiocese. Que a vida exemplar deste sacerdote passionista, marcada pela fidelidade, pela caridade e pela dedicação ao rebanho de Cristo, inspire gerações de fiéis a buscarem a santidade em suas próprias vocações.

A vida de monsenhor João Benvegnú nos recorda que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação de todos os batizados. Você também pode viver sua fé de forma profunda e transformadora, apoiando a missão da Rádio Aliança de levar esperança e formação espiritual a todos. Torne-se um Membro do Clube Aliança e nos ajude a continuar sendo um Farol de Esperança, transmitindo ao ar histórias de fé, oração e inspiração para quem busca caminhar mais perto de Deus. Saiba mais em: https://clube.alianca.fm.br

Com informações de ACI Digital

Fonte! Sitio oficial da Rádio Aliança FM de Porto Alegre (RS): https://alianca.fm.br/2026/04/22/a-causa-de-beatificacao-do-servo-de-deus-monsenhor-joao-benvegnu-chega-a-fase-romana/

Esta é uma publicação da PASCOM - Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Hedviges de Alvorada (RS). 

terça-feira, 28 de junho de 2022

Brasileira que foi mártir em plena década de 1980 será beatificada em dezembro

Créditos: Captura do Youtube

Uma brasileira que foi mártir em plena década de 1980 será beatificada em dezembro pela Igreja Católica. Trata-se de Isabel Cristina Mrad Campos, assassinada enquanto defendia com heroísmo a sua castidade durante uma covarde tentativa de estupro em 1982.

A cerimônia de beatificação está marcada para o dia 10 de dezembro em Barbacena, MG, presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, prefeito da congregação vaticana para as Causas dos Santos. A notícia foi confirmada na manhã de quinta-feira, 23, por dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana, também no estado mineiro.

Quem é a futura beata Isabel Cristina Mrad Campos

Filha do casal católico José Mendes Campos e Helena Mrad Campos, Isabel nasceu em 29 de julho de 1962 em Barbacena e, segundo depoimentos divulgados pela arquidiocese de Mariana, era “sensível, sobretudo com os mais pobres, idosos e crianças, o que certamente aprendeu na família, que era vicentina”.

Assídua na Santa Missa e na recepção dos sacramentos, Isabel participou, quando adolescente, da Associação de Voluntariado das Conferências de São Vicente, de cujo conselho central em Barbacena o seu pai era presidente.

Em 1982, foi fazer um curso pré-vestibular em Juiz de Fora, esperando ser aprovada na faculdade de medicina: tinha o sonho de tornar-se pediatra para atender especialmente as crianças pobres. Na cidade, frequentava a igreja do Cenáculo, onde fazia adoração ao Santíssimo Sacramento solenemente exposto.

Foi naquele mesmo ano que, em 1º de setembro, Isabel foi vítima de um covarde criminoso contratado para montar um guarda-roupa no pequeno apartamento para onde a jovem estava se mudando juntamente com o irmão, Paulo Roberto. O bandido tentou estuprá-la, enquanto Isabel resistia heroicamente para preservar a sua castidade. O agressor golpeou a jovem com uma cadeirada na cabeça. Em seguida, amarrou-a, pôs-lhe uma mordaça e rasgou sua roupa. Mesmo assim, Isabel não cedia. O bandido a matou então com nada menos que 15 facadas.

De acordo com a arquidiocese de Mariana, foram os fiéis que “tiveram a iniciativa de entrar com o pedido de um processo para sua beatificação”, o que se concretizou em 2001.

Em 2020, o Papa Francisco reconheceu o martírio da serva de Deus. A beatificação, no entanto, precisou ser adiada devido à pandemia de covid-19.

Outras mártires brasileiras da pureza

Situação semelhante à de Isabel ocorreu com a serva de Deus Benigna Cardoso da Silva, cujo martírio aos 14 anos, também decorrente da sua resistência contra um agressor sexual, foi reconhecido pelo Papa Francisco em outubro de 2019. Sua beatificação, igualmente postergada pela emergência sanitária, será finalmente celebrada em outubro deste ano.

Uma das mais conhecidas e veneradas mártires brasileiras que se sacrificaram para defender a pureza é a beata Albertina Berkenbrock, comparada com Santa Maria Goretti porque também foi morta muito jovem, em 1931, enquanto resistia a uma tentativa de estupro. Albertina tinha apenas 12 anos de idade.

Fonte! Buscamos esta postagem no sítio oficial da Rádio Aliança FM 106.3 de Porto Alegre, ali publicada no dia 24 de junho de 2022: http://alianca.fm.br/noticias/interna/15271