segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus! Suspensão das Santas Missas na Matriz e nas Capelas

Boa noite Paroquianos

Seguindo as orientações da Arquidiocese de Porto Alegre, aqui postadas -https://paroquiasantahedviges.blogspot.com/2020/03/coronavirus-arquidiocese-determina.html


A orientação do nosso Paroco, Pe Antônio Hoffmeister é "a igreja permanecerá aberta para aqueles que quiserem rezar, mas as Santas Missas públicas ficarão suspensas até o dia 03 de abril".

E tradicionalmente o Terço dos Homens é realizado todas as terças-feiras às 20h30. Amanhã e nas próximas terças-feiras, neste mesmo horário, cada um dos participantes vai rezar o terço em seu lar.

Alvorada, 16 de abril de 2020

  

Coronavírus: Arquidiocese determina suspensão das missas e catequeses

A Arquidiocese de Porto Alegre, por meio de seu arcebispo metropolitano, Dom Jaime Spengler, está determinando, por meio de Nota Oficial, a suspensão das missas públicas, do início da catequese e de novenas, tríduos e procissões programadas, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde.

"Vivemos uma pandemia que não foi querida por Deus, mas por Ele permitida; isso também nos chama à conversão para os valores eternos. É tempo de reconstruir a esperança, promover a solidariedade e incentivar a oração. É tempo de ousada criatividade para bem atender o rebanho", diz trecho da Nota.

Leia a íntegra da Nota Oficial:

NOTA DA ARQUIDIOCESE DE PORTO ALEGRE
SOBRE A PREVENÇÃO AO CORONAVÍRUS (COVID-19)

A vida é dom e compromisso! Neste momento difícil para todos, recordamos o ensinamento da Palavra: “cuidai do rebanho de Deus que está sob o vosso cuidado” (1Pd 5, 2). 

Diante da pandemia do coronavírus (COVID-19), a Arquidiocese de Porto Alegre, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, determina para todo o seu território (vicariatos/áreas, paróquias e comunidades):

I - Suspensão, por tempo indeterminado:

1. do início da catequese e de toda a programação do calendário 2020 da IVC (Iniciação à Vida Cristã);

2. da realização de eventos formativos, assistenciais e demais atividades programadas pelas diversas pastorais, comissões e movimentos eclesiais (grupos de oração, reuniões, cursos, palestras, retiros);

3. de promoções culturais e sociais (festas, cafés, chás, almoços, jantares, confraternizações);

4. das reuniões do clero.

II - Quanto à celebração da Santa Missa e dos demais Sacramentos:

1. ficam suspensas as celebrações eucarísticas públicas, de 17 de março a 3 de abril. Entretanto, em todas as paróquias, celebrem os presbíteros, diariamente, a Santa Missa, de forma privada, em favor do Povo de Deus;

2. celebrações com a presença de fiéis, sejam realizadas somente onde for possível garantir as determinações das autoridades sanitárias e de saúde: menos de 100 pessoas, dois metros de distância entre elas, ambiente arejado e higienizado; neste caso, a Sagrada Eucaristia seja recebida exclusivamente na mão;

3. na impossibilidade de participação presencial, neste tempo de exceção, a Santa Missa, com a comunhão espiritual, pode ser acessada por meio da televisão, do rádio e da internet, cumprindo, assim, o preceito dominical;

4. não sejam realizadas celebrações penitenciais comunitárias, e mantenham-se as confissões individuais;

5. sejam celebrados somente Batismos de emergência;

6. sobre matrimônios já agendados, trate-se com os noivos a respeito da conveniência de sua celebração pública;

7. ficam suspensas, por tempo indeterminado, as novenas, tríduos e procissões programadas;

8. sobre as celebrações da Semana Santa e Páscoa serão, em tempo oportuno, emitidas orientações específicas.

III - Exortamos:

1. que as igrejas permaneçam abertas, higienizadas e bem arejadas;

2. que os presbíteros ampliem os horários de atendimento no templo, respeitando a distância física recomendada;

3. que presbíteros e diáconos cuidem de, pessoalmente, levar aos idosos e doentes que solicitarem a Sagrada Comunhão Eucarística;

4. que se coloque em destaque no templo a imagem de Nossa Senhora, para especial veneração, e disponibilize-se aos fiéis uma oração de súplica em favor de toda a humanidade;

5. que se promova a Leitura Orante da Palavra e a oração do terço em família;

6. que se estimule a atenção e cuidados às necessidades de vizinhos e familiares em quarentena domiciliar.

Vivemos uma pandemia que não foi querida por Deus, mas por Ele permitida; isso também nos chama à conversão para os valores eternos. É tempo de reconstruir a esperança, promover a solidariedade e incentivar a oração. É tempo de ousada criatividade para bem atender o rebanho.

Por isso, rezemos pelas autoridades, profissionais da saúde, vítimas e todos os que mantêm o funcionamento da sociedade para superarmos a crise que atinge a todos indistintamente.


Dom Jaime Spengler
Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre

Porto Alegre, 16 de março de 2020.

Padre Libanor celebra os 70 anos de idade, mas afirma se sentir o mesmo jovem de antes

O religioso está à frente da Paróquia Santo Antônio há 32 anos

"O padre Libanor completou 70 anos de idade e 32 
anos de serviços prestados a Paroquia Santo Antônio"
  (Foto: Guilherme Wunder)
Na quinta-feira, 19/03, o padre Libanor Picetti, conhecido como uma das figuras públicas mais conhecidas do município, completa 70 anos de idade – ele já está há 32 como responsável pela Paróquia Santo Antônio. Para marcar a data, a comunidade presentou o padre com uma túnica roxa, adquirida através do apoio de dezenas de alvoradenses. 

Em entrevista, o padre falou do sentimento em ser lembrado pela comunidade. “Eu fiquei surpreso. Eles me disseram que queriam a palavra antes de começar a missa. Subi ao altar e fiquei quieto. Daí eles falaram e me deram essa túnica que eu não tinha. Na hora eu já coloquei. Isso partiu do povo. Eu não sou muito de festa, mas o carinho deles é lindo”, salienta Picetti.

Prestes há celebrar 70 anos, Picetti brinca dizendo que está completando 30 para 100 e, com um tom leve, fala sobre idade. “Sou um guri novo ainda. Esses dias eu li um livro que dizia que a vida dos 60 aos 70 era bela, mas que, dos 70 aos 80, é a melhor vida (risos). Eu não sei o motivo. Eu deduzo que é nesse momento que a vida se acalma. Estou em uma ótima fase”, confessa o padre.

Ele conta que, dentro da arquidiocese de Porto Alegre só existem cinco padres há mais de 30 anos na mesma igreja – a transferência ocorre quando o pároco completa nove anos. Contudo, ele salienta o sentimento de poder ficar tanto tempo em Alvorada. “Eu sempre digo que, quando alguém fica muito tempo, é possível criar uma família e uma afinidade”, enfatiza o pároco.

Questionado sobre o que queria ganhar de presente, o padre foi categórico ao não pensar em nada material ou pessoal. “Se eu pudesse fazer qualquer pedido, gostaria que os meus paroquianos se dedicassem ao próximo e a caridade, principalmente na criança e no doente. Não quero nada pra mim, mas sim que eles entendam o valor do social”, conclui Picetti.

Histórico

O padre Libanor Picetti nasceu em 19 de março de 1950, na cidade de Garibaldi, no interior do Rio Grande do Sul. Aos 19 anos, entrou para o seminário para estudar e se tornar padre. Na época ele tinha até namorada, mas acabou abrindo mão para poder seguir sua vocação. Ele teve o apoio de seu pai e de seu padrinho para se mudar e começar sua nova vida em Farroupilha.

Antes de vir para Alvorada, em 1988, Picetti também passou pela Capela São Luiz, no interior de Garibaldi. Em seguida foi para São Luís do Maranhão, onde fundou o Albergue João Calábria – que funciona até hoje. Contudo, após um ano voltou ao Rio Grande do Sul, por ocasião do falecimento de seu pai. Mais tarde também perdeu sua mãe Domingas.

Antes de chegar à Paróquia Santo Antônio, esteve à frente da Paróquia São Luiz, em Canoas, quando recebeu o convite do Bispo Diocesano para trabalhar em Alvorada a titulo de experiência, por um período de 15 dias. Por aqui haviam passado quatro padres em dois anos e ele aceitou esta nova missão, chegando a Alvorada em 14 de fevereiro de 1988 – há 32 anos. 

Fonte! Chasque (com o retrato), publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada, na edição do dia 13 de março de 2020. Também acessível nos protreiros da internet. Abra as porteiras clicando em http://www.jornalasemana.net 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Conheça a trajetória vocacional dos 4 diáconos que serão ordenados neste sábado (4)

Diácono Wagner Faria Souza

Sou natural da cidade de Jataí – GO, nascido aos 15 de março de 1993, sendo o mais velho de dois irmãos, filho de Wagner Faria Santos e Rosana Vieira de Souza. Minha paróquia de origem é Nossa Senhora do Rosário, em Jataí, onde desde pequeno, com o incentivo dos avós maternos, fiz a catequese, recebi os Sacramentos da Iniciação Cristã e atuava como coroinha. Já crismado, fui coordenador da Pastoral dos Coroinhas, Catequista da etapa da Crisma, coordenador da Catequese e da Liturgia. Também trabalhei como secretário paroquial. 

Em minha formação acadêmica, além do ensino fundamental, fiz o Ensino Médio Técnico Integrado em Eletrotécnica pelo Instituto Federal de Goiás (IFGO – Campus Jataí). Durante toda a minha vida na Igreja, desde quando era coroinha, fui amadurecendo acerca da minha vocação. Comecei a perceber a minha vocação pela minha atuação na paróquia e pelo meu amor pelas coisas referentes à Igreja. 

Depois de um processo de amadurecimento, iniciei uma experiência vocacional, ingressando no Seminário dos Missionários da Sagrada Família. No ano de 2014 decidi me afastar da congregação religiosa a que pertencia, tendo em vista que não me identificava com o carisma, aproveitando o tempo para discernir melhor a vocação. Neste tempo fora do seminário, conheci o até então seminarista Anderson Pelizari, hoje padre, que além de me animar a seguir a vocação que Deus escolheu para mim, me convidou para iniciar um processo de acompanhamento vocacional na diocese. 

Após muitas conversas com ele e com o reitor do Seminário Maior Beatos Manuel e Adílio, Pe. Elisandro Fiametti, fui acolhido no ano de 2016, para iniciar minha formação em preparação ao sacerdócio na diocese, bem como os estudos teológicos na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).  Recebi, no início do ano de 2016, a Admissão à Ordem Sacra e no final do mesmo ano o Ministério do Leitorado. Ao final de 2017 recebi o Ministério do Acolitado e, ao final de 2018, recebi a Ordenação Diaconal. Exerci meu ministério diaconal em grande parte no Seminário Maior, atuando nos finais de semana na Paróquia Santa Hedviges do Município de Alvorada – RS. 

Com a graça de Deus, no próximo dia 14 de dezembro de 2019, receberei a Ordenação Sacerdotal, tendo como lema “Sanare Contritos Corde” – “Para curar os feridos de coração” (Lc 4,18). Conto com as vossas orações para que o meu ministério seja fecundo no serviço à nossa amada Diocese de Frederico Westphalen. 

Conheça a trajetória vocacional dos 4 diáconos que serão ordenados neste sábado (3)

Diácono Matias Kipper

Fui criado em uma família de agricultores, no interior do município de Vista Alegre, lugar onde nasci; e desde pequeno quis ser padre. Meus pais contam que, quando eu era pequeno, estávamos na festa da comunidade e os seminaristas assim como o padre estavam participando conosco. Enquanto voltávamos para casa, pedi a meus pais o que eu tinha de fazer para ser padre. Eles ficaram um tanto surpresos com a pergunta, mas explicaram que deveria ir para o seminário. Desde aquele momento, sempre quando me perguntavam sobre o que queria ser quando crescer, respondia: quero ser padre. Quando tinha idade suficiente fui fazer o estágio, em 2005. 

Lembro que fiquei muito empolgado e cada vez mais decidido a entrar no seminário. Em 2006, fiz um novo estágio. Em 2007, com 13 anos, ingressei no seminário Nossa Senhora Medianeira, no primeiro ano do ensino médio, na Escola Estadual Técnica José Cañellas e concluí o ensino médio em 2009. Já em 2010 cursei o propedêutico. Nele o estudo era no próprio seminário, localizado no Bairro Aparecida, numa casa alugada. Também neste ano fiz um mês de estágio, na paróquia de Vicente Dutra, com o Padre Tiago Wolmann. No ano de 2011, comecei a cursar a faculdade de filosofia, na Universidade Regional Integrada - URI. Nos mudamos para outra casa, a qual é hoje a residência episcopal, que na época funcionava como seminário maior de filosofia. 

No final daquele ano eu e minha mãe sofremos um grave acidente de carro, durante o início das minhas férias. Acompanhei-a até o hospital em Erechim. Ela havia fraturado duas vértebras da coluna, sendo necessária a reconstituição de uma e a imobilização de ambas, ficando internada por 5 dias. Ela necessitou de cuidados especiais, por quase 3 meses. Necessitava que alguém a conduzisse para todos os lugares. Não poderia fazer nenhum movimento brusco. Durante o tempo da internação da minha mãe, meu pai teve que ser internado, com suspeita de AVC, o que com a graça de Deus não se confirmou. Quando cheguei em casa, vendo a situação em que nos encontrávamos, liguei imediatamente para meu reitor e diretor espiritual, e decidi que iria sair do seminário para cuidar deles. Não tinha como deixá-los naquela situação. Em casa, auxiliei meus pais, minha irmã com seus 9 anos e minha avó que posteriormente veio a falecer em outubro daquele ano. Fiquei fora do seminário cuidando da minha família, em 2012. 

Nesse tempo, além de estreitar muito os laços com meus familiares, também amadureci muito minha escolha vocacional. A decisão era retornar ao seminário. Tive a oportunidade de ir para o exército, pois havia conhecido um coronel do exército, enquanto cuidava da minha avó no hospital. Isso, porém, não era a vontade de Deus e, no ano de 2013, retornei ao seminário para continuar minha caminhada vocacional. Conversando com meus formadores sobre o retorno, fui informado que não poderia regressar para Frederico Westphalen, mas teria que recomeçar o curso em Passo Fundo, pois a URI havia encerrado o curso de filosofia. Assim comecei a cursar filosofia na cidade de Passo Fundo, no Instituto de Filosofia Berthier - IFIBE, nos anos de 2013, 2014 e 2015. Também realizei trabalhos pastorais no Bairro Victor Issler, dentre os quais catequese e liturgia; também auxiliávamos nos diversos movimentos e na pastoral hospitalar. Fui auxiliar dos Vicentinos, com os quais encontrei muita força na caminhada.  No ano de 2015, fomos informados que a teologia não seria mais cursada em Passo Fundo, mas passaríamos a estudar na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, em Porto Alegre, e moraríamos em Viamão, cidade próxima. 

Devido à mudança, no ano de 2016, comecei o curso de teologia na respectiva universidade e nela permaneci até o final deste ano. Neste meio tempo, com o intuito de nos aprofundarmos mais nas diversas realidades pastorais, auxiliávamos em paróquias da Diocese de Novo Hamburgo. Trabalhei por 2 anos na paróquia São Jorge, Bairro Campina, na cidade de São Leopoldo, na paróquia São Luiz Gonzaga, Catedral Basílica Diocesana, em Novo Hamburgo, onde exerci meu ministério de diácono. É uma grande alegria que agora, já tendo terminado esta etapa de formação, começarei a exercer o meu ministério na paróquia Nossa senhora Aparecida, em Tenente Portela, comunidade de origem dos meus pais. Espero que eu possa ser sinal e instrumento de Jesus Cristo e de sua amada Igreja, junto às pessoas que me forem confiadas. Assim pretendo retribuir o muito que tenho recebido. 

O lema que orientará a minha vivência sacerdotal é retirado do Evangelho segundo São João 8,32: “Veritas Liberabit Vos” - “A verdade vos Libertará”. Jesus Cristo é a Verdade encarnada. É no reconhecimento dessa Verdade que encontramos a plena liberdade e o sentido de nossa vida. É nessa realidade, no encontro da plena verdade, que podemos conformar e orientar o nosso caminho, as nossas escolhas, refletindo assim a opção que fizemos ao decidir sobre o chamado recebido gratuitamente da bondade e misericórdia de Deus.